
Após terem manifestado recentemente a vontade do seu país em aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte, o presidente finlandês e a sua primeira-ministra anunciaram, neste domingo, 15 de maio, que o seu país decidiu solicitar a adesão à NATO.
Numa conferência de imprensa, o presidente finlandês, Sauli Niinisto, declarou que este dia é histórico e que se abre um novo capítulo na Finlândia. "É um dia histórico. Um novo capítulo abre-se".
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Uma decisão já saudada por países membros da organização, como França, Alemanha, Inglaterra e Polónia. E assistências militares e económicas durante o processo de adesão são oferecidas pelo Reino Unido à Finlândia, ao abrigo de um acordo assinado entre o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a sua homóloga finlandesa Sanna Marin.
Apesar da atitude de oposição demonstrada pela Turquia, país membro da OTAN, em relação à integração dos dois países nórdicos, o que lança incerteza sobre a conclusão do processo, o chefe da diplomacia croata, Gordan Grlić Radman, acredita que os países membros da OTAN estão no caminho certo para encontrar um consenso sobre a integração da Finlândia e da Suécia, que desejam aderir à organização.
“Penso que a discussão está no bom caminho. Espero que possamos ter uma discussão final frutífera e um bom resultado para mostrar a nossa solidariedade (aos povos sueco e finlandês, ndlr)”.
Trecho de um artigo da France 24
A Alemanha já se prepara para ratificar este pedido e quer que a ratificação seja rápida, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, à imprensa após uma reunião de discussão com os seus homólogos da aliança na capital alemã. E anunciou ainda que os homólogos concordaram que não deveria haver uma zona cinzenta interminável.
“A Alemanha preparou tudo para que o processo de ratificação seja rápido” e “Devemos garantir que lhes daremos garantias de segurança, não deve haver um período de transição, uma zona cinzenta, em que o seu estatuto não seja claro.”
Ext. France 24